Clínica Geral

quem somos (e para onde vamos)

397flix foi criado para reunir trabalhos de um grupo de 13 artistas que conviveram, sobretudo virtualmente, nesses primeiros meses do ano de 2020 no  programa Clínica Geral, do Ateliê397.

 

Essa não-exposição – pois o 397flix é uma plataforma e não uma exposição virtual – apresenta trabalhos novos, concebidos num período em que as galerias e museus estão fechados. Tal como a plataforma streaming que ele emula, o 397flix acolhe tudo: de Hollywood aos independentes, de documentários críticos a filmes de ação, deixando com o público a tarefa de fazer suas escolhas e percursos. Alguns dos trabalhos, pensados originalmente em outras linguagens ou formatos, sofreram adaptações e acomodações para tornarem-se disponíveis online. Novamente se repôs entre nós a questão: o que pode ser garantido, em termos de experiência do trabalho, por meio de uma tela de computador ou celular? Parece que essa é realmente uma das questões do nosso tempo e que, mesmo depois da reabertura das instituições, vai continuar a nos mobilizar.
 

Os trabalhos foram classificados usando categorias tradicionais do cinema. A mega-estrutura e os orçamentos gigantes que o cinema e seus modos de distribuição mobilizam servem aqui como contraponto para as artes visuais, especialmente no campo independente. Ainda mais num momento em que o governo esforça-se por acabar com a precária estrutura que o setor cultural tentava criar para seu funcionamento.

Essa não-exposição abre caminho para pensarmos na criação de um banco de dados e na construção um arquivo de trabalhos de quem passa pelo espaço, dando continuidade a uma longa tradição de questionamento de formatos expositivos usuais no Clínica Geral. Mas o formato também pode ser lido como uma proposta nova de consumo de arte em sistema pay-per-view. Quanto você pagaria para ver um trabalho novo no conforto de seu lar?

 

Thais Rivitti

The Cliniquers

Aline Martinez

Artista e pesquisadora independente, mestre em Arte-Mídia e Design pela Bauhaus Universität. Em seu trabalho, combina eletrônica experimental e técnicas têxteis utilizando dados e algorithmos para discutir a interação homem-maquina e sociedade contemporânea. Ja exibiu em eventos como Victoria & Albert Design Weekend e TATE Exchange (Londres, 2019), ISEA Media Art Symposium no Art Center Nabi (Gwangju, 2019), Salonul de Proiecte (Bucareste, 2018), Chronique Biennial for New Media (Aix-en-Provence 2018), Piksel Festival (Bergen 2017 e 2019). 

www.alinemartinez.io

Ana Helena Lima

1992, São Paulo. Fotógrafa e artista visual, é bacharel em fotografia pelo SENAC- SP.
Sua produção artística envolve diferentes e variados suportes a partir da fotografia: goma bicromatada, fotogravura, antotipia e fotografias analógicas e digitais. Seu trabalho associa a memória e seus esquecimentos com as imagens que esvaem com o tempo.  

@anahelenalima

Anais-Karenin

Anais-karenin é artista e pesquisadora. O principal assunto de seu trabalho é a relação simbiótica entre natureza e materiais artificiais. Cria principalmente instalações, objetos, esculturas e vídeos. Faz doutorado em Poéticas Visuais na PPGAV/USP, e já expôs em diversas instituições, incluindo uma individual em Tóquio, na HighPop Gallery, em 2019.
 

www.anaiskrenin.com  | @anaiskarenin

Ananda Trezena

Ananda Trezena (São Paulo | 1995), artista visual e professora, se formou em Licenciatura em Artes visuais pela Fundação Armando Álvares Penteado em 2017. Seus trabalhos abrangem provocações acerca do encontro com o outro, percorrendo a interface do visual e literário, tendo a palavra e sua pronuncia como objeto. 

https://cargocollective.com/anandatrezena

Bárbara Helena Morais

Bárbara Helena Morais é artista visual, vive e trabalha em São Paulo. Formada na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, dedica-se a pesquisar a construção da história e a influência na subjetividade contemporânea por meio da produção de objetos físicos e digitais. Foi finalista no Prêmio Nascente de 2017 no MAC USP, participou da mostra da Escola Entrópica, em 2018, no Tomie Ohtake e convidada para produzir uma individual na ocupação Raum Fur Bilder, em 2019, no Espaço Vitrine.   

barbarahelenamorais.com

Beatriz Guimarães

Beatriz Guimarães (São Paulo | 1993) é artista visual, formada pela Fundação Armando Alvares Penteado.
Trabalha com diversas mídias, entre elas fotografia, vídeo, instalação e criação de objetos. Sua produção se pauta em uma 'busca incansável por respostas que não existem', perpassando assuntos como gênero, política e comportamento. 
 

https://btrzgmrs.cargo.site/@btrz.gmrs

Deco Adjiman

Artista visual e poeta,, SP, 1979. Representado pela Galeria Sé. Possui interesse na palavra e suas possíveis visualidades e no deslocamento como construção da paisagem. Trabalha com objetos, esculturas, livros de artista, textos e instalações em que utiliza materiais brutos, normalmente encontrados nas caminhadas.

www.decoadjiman.com | @decoadjiman

Kauê Garcia

Kauê Garcia, vive e trabalha em Campinas-SP. Graduado em Artes Visuais pela PUCCAMP e mestrando em Poéticas visuais e processos de criação pela Unicamp.
Sua pesquisa é caracterizada pela crítica da sociedade contemporânea, investigando relações entre arte, símbolos nacionais, política, história, ideologia, crime e ilegalidade.
Participou de diversas exposições como: Lorem Ipsum (2020 - Galeria Aymoré), O que não é floresta é prisão política política (2019 - Galeria Reocupa), Verbo (2019 - Galeria Vermelho),  FIME (2016 - CCSP), Contramão (2015 - Galeria Eduardo Fernandes - São Paulo/SP), 1º Frestas - Trienal de Artes (2014 - Sesc Sorocaba), Multitude (2014 - Sesc Pompéia), 14º SNAI (2013 - Itajaí/SC), 24º Mostra da Juventude (Sesc Ribeirão Preto), entre outras.

Leticia Ranzani

Leticia Ranzani (1980) é artista visual, pesquisadora, Bacharel em Artes Plásticas pela Unicamp e pós-graduada em fotografia Senac SP. Lida melhor com imagens e vídeo tentando refletir sobre performatividade de gênero, violência e o protagonismo feminino. Em 2016 foi contemplada com Prêmio Brasil de fotografia, participou do festival PhotoESPAÑA, entre outras exposições.  Trabalha e vive em São Paulo.

Licida Vidal

Nascida em 1984, é formada em Ciências Sociais, vive e trabalha em Ubatuba/SP. Desde 2010, concentra suas atividades na escultura em cerâmica e outros materiais. Propõe um debate sobre interdependência, escala, territórios, gênero e coexistência em um ecossistema que, ao invés de gerar vida, vive um processo de extinção.

licidavidal@gmail.com

Milton Tortella

Milton Tortella (1970.), vive e trabalha em São Paulo. Artista multimeios  que opera com materiais tradicionais da pintura, desenhos, objetos e formas que organizam as pessoas.  ​Participou de exposições coletivas, com destaque para o II Prêmio Günther de Pintura, 1992 no MAC – Museu de Arte Contemporânea, “Amado Jorge Amado”, 2008 na Caixa Cultural São Paulo. Entre as exposições individuais, destaque  para “Papel Passado”, 2006, premiada como melhor exposição de 2006 no Espaço Cultural Banco Central, em São Paulo. E “Lance Livre”, SESC Interlagos, São Paulo.

www.tortella.art.br

Renato Atuati

Renato Atuati (1986), vive e trabalha em São Paulo. Desenvolve trabalhos que buscam deslocamentos, fricções e conexões possíveis entre o campo da arte, arquitetura e práticas que visem uma atuação sobre o cotidiano da cidade. Sua produção se dá por instalações, intervenções e inserções pensadas para contextos específicos, que passam pela relação entre espaço público e privado com operações em distintas escalas. 

atuati.com

Ro Ferrarezi

Ro Ferrarezi (1993), é fotógrafo e artista visual, com formação pela Escola Panamericana de Artes e Design. Sua frente de trabalho conjuga referências antrópicas e naturais como meio de exploração das fronteiras da ficção/realidade, bem como os desdobramentos possíveis da fotografia quando no campo da tridimensionalidade. Vive e trabalha em São
Paulo, SP